27 anos de gratidão

27 ANOS DE GRATIDÃO

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18 DE SETEMBRO DE 1989.
Uma hora da tarde. Nós nos preparamos para ir ao hospital Notre Dame, na região do Pari, onde, em poucas horas, iremos conhecer nosso filho, Lucas. São os últimos detalhes. Não temos pressa, está tudo tranquilo. Há, sim, um pouco de ansiedade, afinal esperávamos muito por esse momento. Pegamos a bolsa com as roupinhas e saímos de casa.

O hospital, recém-reformado, é lindo! Tudo novo, tudo limpo. Em nosso peito, uma alegria que transborda. Encontramos o obstetra que fará o parto. Pai para um lado. Mãe para outro, rumo à sala do parto. A hora se aproxima. O cheiro por aqui é diferente de tudo que imaginávamos sentir. Em lugar do cheiro da esterilização, um perfume doce toma conta do centro cirúrgico. Nos avisam que no prédio em frente ao hospital funciona a fábrica da Tostines. Que fragrância deliciosa! Isso ajuda no clima de paz que vivemos agora. Quando o relógio se aproxima das nove horas da noite, ele chega. Enfim, seguramos nosso filho. [Raul e Suzana Wilches]

18 DE SETEMBRO DE 2016.
Uma hora da tarde. Toca o interfone do apartamento onde vivo com minha esposa, Adriana. O porteiro avisa que meus pais, Raul e Suzana, chegaram. Minutos depois, ouço a campainha. Abro a porta. 27 anos depois da tarde em que eles se preparavam para me receber, estou eu, agora, os recebendo. Um sorriso aparece no rosto de todos. Nos abraçamos e nos beijamos. Celebramos a data que marca mais um ano de vida deste que vos escreve. O cheiro agora é do almoço que minha esposa prepara para a tarde de hoje. Comemos. Rimos. Comemoramos. Eles vão embora. Que dia feliz! [Lucas Wilches]

Descrevi dois dias-chave da minha história. Mas o importante mesmo é o que está entre eles. O período oculto no texto carrega o significado do título escolhido para essa redação. Se estou onde estou é porque Deus já tinha um propósito definido para minha vida, desde a eternidade. Quão grato sou por isso! Ao longo dos anos, eu poderia escolher muita coisa para reclamar, afinal, uma das certezas da vida é que “no mundo tereis aflições…”. Mas, se tem algo que eu percebo ser essencial para que eu possa comemorar os 27 anos de vida, esse algo é a gratidão.

De que adianta ter uma vida longa se não for para ser grato por tudo que Deus já nos deu? Fácil é reclamar como o mundo reclama. Fácil é olhar e apontar as desgraças que acontecem ao nosso redor. Tranquilo é se manter pessimista e deixar com que a vontade de criticar fale mais alto. Difícil mesmo é ser oposto a isso. Complicado é agir na contramão do mundo. Como podemos celebrar a tribulação e ser, inclusive, grato por ela? A Bíblia explica o resultado desse nível de gratidão. “Alegre-se com a tribulação, pois a tribulação produz experiência; e a experiência produz perseverança; e a perseverança produz esperança; e a esperança não desaponta”. Resumindo: a gratidão, em meio a tempos ruins, nos leva à esperança. Que caminho glorioso!

A nossa esperança é Cristo. E Ele já prometeu que a vitória está garantida. Junto das promessas, o Mestre também pediu que nos mantivéssemos firmes para, com a morte do eu, espelharmos o caráter dEle. Um caráter grato. Um espírito alegre. Uma vida plena.

Aos 27 anos, eu ainda estou aprendendo a olhar apenas o lado bom das coisas. Sabe aquele papo de tirar lição de tudo e aprender mesmo quando a realidade é obscura? Então… é bem por aí. Se Deus é o tapeceiro da vida e ainda está costurando os detalhes da nossa existência, por que não olhar apenas o “lado certo” do tapete que está sendo confeccionado? (Ouça a música de João Alexandre; atente-se à letra).

“Se você olha do avesso, nem imagina o desfecho. No fim das contas, tudo se explica. Tudo se encaixa. Tudo coopera pro meu bem. Quando se vê pelo lado certo, logo se muda a expressão do rosto. Obra de arte pra honra e glória do tapeceiro”. Já houve um início. Já há um fim garantido. Ainda assim, há necessidade de reclamarmos do caminho? Eu creio, profundamente, que não. Devemos ser gratos por termos sido escolhidos pelo “tapeceiro”, por estarmos onde estamos. Precisamos exercer o ímpeto de agradecer por tudo que Ele fez, faz e ainda fará. Hoje, eu comemoro 27 anos de gratidão. E você?

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Lucas Wilches

Lucas Wilches. Um filho de Deus, salvo pela Graça. Jornalista. Apresentador do podcast Metanoia. Louco para contar as histórias que são escritas pelo Criador das palavras.

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