Igreja inclusiva

Eu escolhi falar pra vocês sobre uma característica dessa igreja invisível de Deus que é a capacidade de ser inclusiva. Uma igreja inclusiva. Vamos dar uma olhada no que a natureza tem a nos ensinar sobre isso.

A sabedoria aborígene diz que “tudo é um”. As árvores de uma floresta estão conectadas por um sistema de comunicação que as ajuda a serem árvores produtivas, vibrantes, a permanecerem juntas, vivas, seguras e minimamente alimentadas. As mais velhas assumem papel de pais das mais novas. Todas as árvores estão ligadas a uma espécie de rede gigante. Elas têm sentimentos. São amigas. Cuidam umas das outras como um casal. Não competem entre si. Elas gostam da companhia umas das outras. Não gostam de ficar sozinhas. Cuidam umas das outras de verdade. O cérebro não é uma única árvore, mas sua grande rede. Os tocos de árvores ali tinham tudo para morrer, mas permanecem vivos por causa do enxerto de seus amigos. Incrível, não?

Eu encontrei duas definições importantes sobre “inclusão social” que me chamaram a atenção. A primeira é: “inclusão social é o conjunto de meios e ações que combatem a exclusão aos benefícios da vida em sociedade, provocada pelas diferenças de classe social, educação, idade, deficiência, gênero, preconceito social ou preconceitos raciais. É a capacidade de uma sociedade de oferecer oportunidades iguais de acesso a bens e serviços a todos.”. Uma definição mais curta, mas não menos relevante é a de Sassaki, que em 1997 classificou inclusão social como “a forma pela qual a sociedade se adapta para poder incluir as pessoas na sociedade e para prepara-las a assumir seus papeis na sociedade.”. Linda descrição! Considerando essas duas definições como base, eu gostaria de sugerir uma definição particular para o que eu considero ser a igreja inclusiva: “igreja inclusiva é aquela que se adapta para incluir qualquer ser humano na vida em comunidade e que também combate a exclusão aos benefícios de se viver numa família espiritual.”.

Como a inclusão pode e deve abranger quaisquer diferenças, eu quero me concentrar na inclusão do pobre. Não o meramente pobre, mas aquele que vive sem nada. Que não tem emprego. Que na maioria, ou em todas as vezes dorme na rua. Certamente os conceitos serão aplicáveis à grande maioria dos outros menos favorecidos que trataremos em uma outra oportunidade. Em Tiago 2:1-9, lemos o seguinte: “Meus irmãos, como crentes em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, não façam diferença entre as pessoas, tratando-as com parcialidade. Suponham que, na reunião de vocês, entre um homem com anel de ouro e roupas finas e também entre um pobre com roupas velhas e sujas. Se vocês derem atenção especial ao homem que está vestido com roupas finas e disserem: “Aqui está um lugar apropriado para o senhor”, mas disserem ao pobre: “Você, fique em pé ali”, ou: “Sente-se no chão, junto ao estrado onde ponho os meus pés”, não estarão fazendo discriminação, fazendo julgamentos com critérios errados? Ouçam, meus amados irmãos: Não escolheu Deus os que são pobres aos olhos do mundo para serem ricos em fé e herdarem o Reino que ele prometeu aos que o amam? Mas vocês têm desprezado o pobre. Não são os ricos que oprimem vocês? Não são eles os que os arrastam para os tribunais? Não são eles que difamam o bom nome que sobre vocês foi invocado? Se vocês de fato obedecerem à lei do Reino encontrada na Escritura que diz: “Ame o seu próximo como a si mesmo” , estarão agindo corretamente. Mas, se tratarem os outros com parcialidade, estarão cometendo pecado e serão condenados pela Lei como transgressores.”. E logo na sequência, em Tiago 2:15-16, lemos: “Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: “Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se”, sem porém lhe dar nada, de que adianta isso?”.

A primeira motivação bíblica para incluir os pobres na igreja é a justiça do Reino de Deus. O texto acima nos diz, no versículo 5, que Deus escolheu as pessoas pobres aos olhos do mundo para serem herdeiras do Reino de Deus. Isso significa que dos pobres é o Reino de Deus. Isso está lá em Lucas 6:20: “olhando para os seus discípulos, ele disse: “Bem-aventurados vocês os pobres, pois a vocês pertence o Reino de Deus.”. Então, quando entregamos esse reino nas mãos dos desfavorecidos, entregamos a eles o que lhes é de direito. O que há de melhor no mundo pertence aos pobres por direito. Eles são os herdeiros do Reino do nosso Rei. Foi escolha de Jesus isso. Graça dEle. Como eu poderia fazer diferente?
A justiça do Reino de Deus é pautada pela equidade. Hebreus 1:8-9 diz: “Mas a respeito do Filho, diz: “O teu trono, ó Deus, subsiste para todo o sempre; cetro de equidade é o cetro do teu Reino. Amas a justiça e odeias a iniquidade; por isso Deus, o teu Deus, escolheu-te dentre os teus companheiros, ungindo-te com óleo de alegria”. Em Salmos 45:6 o cetro do Reino de Deus é colocado como a equidade. É com essa régua que Deus faz justiça.

E o que é a equidade? É o oposto de iniquidade. A iniquidade é quando eu quero fazer valer o meu direito. É quando eu acho que porque eu trabalhei, eu mereço gastar comigo mesmo. É quando eu chamo algo de propriamente meu. É quando eu olho para o outro que não trabalhou e digo que ele não merece. A iniquidade é de onde precede qualquer pecado. Eu adultero porque acho que o corpo é meu e por isso eu tenho o direito de fazer dele o que eu quiser. Eu pratico a corrupção porque penso ter o direito já que fui eleito e todos fazem o mesmo. Eu minto porque penso ter o direito de dizer a verdade ou não. E assim vai. 

A equidade nos leva a abrir mão direito ou a compartilhar o direito com aquele que aparentemente não o tem. Deus fez isso com os pobres. Fez isso com você. Fez comigo. Ele detinha as chaves do Reino na mão e apenas Ele tinha o direito a esse Reino, pois foi o único ser humano sem pecado. Mais do que isso. Olha só o que lemos em 2 Coríntios 8:9: “Pois vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que por meio de sua pobreza vocês se tornassem ricos.”. Jesus era o único plenamente rico, mas se fez pobre por amor a nós e por meio da pobreza dEle, nos fez ricos. Se Jesus abriu mão da riqueza dEle para nos fazer ricos, quem somos nós pra fazer diferente? Porque Jesus compartilha o direito, eu também compartilho. Afinal, eu sou um pequeno Cristo. Logo, se eu trabalhei, ok, eu tenho direito de gastar comigo, mas eu decido abrir mão do direito e compartilhar com aquele que não tem.

Recentemente aconteceu isso comigo. Eu estava temporariamente sem carro, mas um amigo meu, o Bruno, que tinha o direito de ficar com o carro dele sem gastar pneu, óleo e demais itens de manutenção, decidiu deixa-lo comigo pelo tempo que fosse necessário até que eu conseguisse um outro carro. Isso é equidade. O Bruno ficou mais pobre naqueles dias e eu mais rico. Trocamos os papeis de rico e pobre todos os dias no Reino de Deus.

A segunda motivação para incluirmos o pobre na igreja é a consciência de família de Deus. E para que a gente possa ter essa consciência, a gente precisa conhecer a nossa identidade. Eu descubro, então, que a bíblia tem pelo menos 40 textos bíblicos que nos identificam como filho de Deus, mas eu escolho Romanos 8:15: “Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem, mas receberam o Espírito que os torna filhos por adoção, por meio do qual clamamos, “Aba, Pai”.”. Esse texto traz a perspectiva de que Deus tem uma família da qual Ele é pai e eu sou filho. Entretanto, seria imprudência da nossa parte afirmar que somente nós, ou, somente eu, em mundo de bilhões de pessoas, é que sou filho de Deus. Não! Descobrir a nossa identidade nos ajuda a descobrir a identidade do nosso próximo. Se eu sou filho de Deus, ele também é. Eu não tenho certeza se a outra pessoa nasceu de Deus, mas isso não cabe a mim avaliar. Então eu trato todos como sendo filhos de Deus. Membros de uma só família.

Em Mateus 25:40, lemos: “O Rei responderá: “Digo a verdade: O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram”.”. O que Jesus está dizendo aí? Ele está dizendo que quando fazemos o bem às pessoas, em especial aos desfavorecidos, como o pobre, estamos fazendo a Ele. Jesus escolheu viver dentro deles. Viver dentro do pobre, da prostituta, do presidiário, do refugiado e de qualquer outro desfavorecido. Isso os torna membros da mesma família que nós, porque quando estamos lidando com eles, estamos lidando com Cristo, e Cristo é o nosso irmão mais velho, conforme o texto de Romanos. Por que isso fundamenta e motiva a igreja de Cristo a ser inclusiva? Porque não deixaremos de fora da família ninguém que Deus chamou de filho. Segundo Mateus 25, cuidar da família é a ação que torna evidente o o nosso conhecimento aos olhos de Deus. As árvores não têm olhos para enxergar umas as outras e ainda assim se comunicam e se reconhecem como família, suprindo as necessidades daquelas que se tornaram tocos e precisam de melhores nutrientes para sobreviver.

Ok! Nós conhecemos, então, duas motivações bíblicas que levam a igreja de Cristo a ser inclusiva: a justiça do Reino de Deus e a consciência de família. Entretanto, a pergunta que fica é: como podemos colocar isso em prática de forma sustentável? Como podemos incluir na nossa comunidade pessoas que não acompanham nosso ritmo social? Pessoas que não têm condições de frequentar os mesmos bares e restaurantes, de fazer as mesmas viagens, de sequer ter um lugar para voltar depois da viagem? De usar roupas adequadas, de ter o cheiro adequado, de falar a linguagem adequada? Devemos tentar torná-los um de nós com a mesma inserção econômica e social? Ou devemos encontrar uma forma de incluí-los sem mudar quem eles são?

Eu quero propor um conceito que tem ajudado muito a gente aqui na Vila Madalena: a inclusão de um filho de cada vez. Em geral, ficamos desesperados com a inclusão porque pensamos que temos que fazer isso em grande escala. Mas isso não é necessário! Aliás, creio que não deva nem ser nem aconselhável fazer isso no “atacado”. Recentemente, tive um diálogo, na sala de aula do mestrado que estou cursando, sobre a Cracolândia. Alguns amigos queriam mobilizar-se para montar um projeto social por lá. No meio do planejamento, eu fiz algumas perguntas a eles: vocês querem fazer um projeto social para resolver o problema da Cracolândia? Estão dispostos a mudar a vida de apenas uma única pessoa? Gastar tempo, dinheiro, vida, talento, tudo com ela? Separei uma história para ilustrar esse trecho. Vamos conhecer a “Bruxa da Cracolândia”, numa reportagem do Fantástico, de alguns meses atrás.

Percebem o valor de cuidar de uma pessoa por vez? Essa mulher mudou de vida porque alguém resolveu cuidar dela, pessoalmente. Alguém resolveu dedicar a vida a ela. Quando você muda o mundo de uma única pessoa, você muda o mundo. Costumo dizer que, “se você não quer mudar a vida de uma pessoa específica, não queira mudar a vida de uma classe social inteira”. Isso facilmente faria você entrar em uma espécie de assistencialismo. E veja bem! Eu não acho que assistencialismo seja algo ruim. Acho que também é necessário, mas estamos tratando aqui da vida da igreja e de como incluir as pessoas no convívio de comunidade. Então, o problema de querer incluir todos os moradores de rua do bairro na vida da igreja é que você vai tratar uma multidão que é um monstro sem rosto e coração, de acordo com a sabedoria dos Racionais MCs. Ou seja, você não terá tempo para se ocupar em desenvolver uma relação mais profunda com uma única pessoa, porque você estará exaustivamente envolvido com questões operacionais da multidão, esse monstro sem rosto e coração.

Portanto, decidimos cuidar de uma pessoa de cada vez, um filho de Deus de cada vez. Amar e cuidar de uma única pessoa requer de nós alguns cuidados. Primeiramente, temos que lembrar que cada detalhe dessa relação é obra do Espírito Santo. Deus escolheu a pessoa para o seu convívio e você para o convívio dela. Você precisa crer que Deus é o maior interessado nessa relação. Ele é o criador da missão de restaurar o ser humano. É especialista em mudar a vida das pessoas pra melhor. Então, tenha certeza de que isso é obra do Espírito. Sempre é. Se ainda estiver na dúvida, não comece a relação. Da parte de Deus, está tudo resolvido, mas da sua parte ainda resta resolver a sua dúvida, as suas crises. Então ore até que você se convença de que Deus quer você nessa relação, e para que Ele frustre todas as suas expectativas com as pessoas que Deus te mandou. Experimente viver o que Deus quer para você nessa relação, e não o que você quer de Deus.

Além de ter a certeza que a obra é de Deus, é fundamental que você tenha respeito pelo ser humano que Deus te enviou. Respeito pela história dele. Você nunca saberá toda a verdade a respeito, e tudo bem. Às vezes ele vai mentir para você, falhar com você. E ok! Permita-se ser enganado às vezes. Nessa relação, nós não estamos interessados nas informações certas como prioridade, mas no resgate e na reconciliação do ser humano. Tenha paciência que com o tempo de convivência você terá chances de ajuda-lo a não mentir mais. Devemos ter respeito pela condição deles. Eles são pobres e moradores de rua. Às vezes, eles não vão querer sair daquela situação e ser autônomos na vida, porque aquilo pode mudar quem eles são. Talvez você o tire da escravidão dele e o coloque na sua. Todos somos escravos de alguma coisa! Ele, escravo na exclusão social. Você, escravo do mercado e do sistema capitalista. A sua opinião sobre o fato de ele estar na rua não vem ao caso. Conheça-o muito antes de propor soluções. Devemos respeitar também a situação deles. Em muitos casos, você vai perceber que essas pessoas estão na rua porque são viciadas em drogas, em algum entorpecente. Você sabe que não é fácil se curar desses vícios. Tenha paciência. Respeite também o tempo das pessoas. Há pessoas que aprendem rápido, outras demoram. Por vezes, as pessoas não estão no momento de vida que as ajude tomar decisões difíceis. Respeite! Por último, conheça e respeite as limitações dele. Pode ser um problema de linguagem, mental, físico, emocional, espiritual, etc. … Não exija grandes decisões ou disposições de alguém limitado. Nem sempre vencemos as nossas limitações tão rapidamente. Moradores de rua não tem coach’s ajudando eles todos os dias. Lembre-se disso.

Agora que você sabe que a obra é do Espírito Santo e entendeu todas as coisas que você precisa respeitar nessa relação, quero falar com você sobre a cruz. Não será fácil dedicar-se a isso. Não será fácil entrar numa relação com uma pessoa tão diferente de você. Então, esteja disposto a sacrificar sua agenda, tempo com familiares e amigos, seu descanso e seus recursos financeiros, assim como está escrito em Lucas 14:33: “Da mesma forma, qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.”. Você não pagou pela graça de Deus, mas o discipulado custará tudo de você. No mesmo capítulo de Lucas, no versículo 28, Ele diz: “Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la?”. Não entre nessa vida de discípulo sem antes calcular o preço. Quando você começar a dedicar sua vida a essa relação com todos os recursos e bênçãos que Deus colocou na sua vida, você experimentará a paz e a alegria que são consequências na justiça do Reino. Isso está escrito em Romanos 14:17: “Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo”, e também em Mateus 6:33: “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas a vocês.”.

Além daquilo que vai te custar, esteja pronto pra lidar com os riscos envolvidos nessa relação. O risco de ela não dar certo, o risco da pessoa morrer no meio do caminho, o risco de ser roubado, enganado, o risco de pegar uma doença, o risco de ficar sem dinheiro e até o risco de ser morto! Você corre esses riscos todos os dias e aos olhos dos homens você estaria correndo um risco ainda maior convivendo com alguém como o morador de rua. Então, lembre-se da promessa de Deus em Salmos 34:7-10: “O anjo do Senhor é sentinela ao redor daqueles que o temem, e os livra. Provem e vejam como o Senhor é bom. Como é feliz o homem que nele se refugia! Temam o Senhor, vocês que são os seus santos, pois nada falta aos que o temem. Os leões podem passar necessidade e fome, mas os que buscam o Senhor de nada têm falta.”. Isso não quer dizer que não acontecerá nada disso com você. Pelo contrário! Eu estou vivendo esse estilo de vida há menos de um ano e praticamente já aconteceu tudo isso comigo ou com alguém da nossa comunidade. Esse texto quer dizer que mesmo que isso tudo aconteça com a gente, Deus estará conosco e nada nos faltará!

Dessa forma, a gente pode aprender que na igreja inclusiva, o discipulado é uma via de mão dupla: temos algo a contribuir com o morador de rua e o pobre, mas se formos analisar, lá no fundo, nós aprendemos muito mais com eles! Minha oração hoje é para que você decida ajudar a sua comunidade a ser tornar uma igreja inclusiva. Não uma igreja que presta apenas assistencialismo. Uma igreja que inclui os menores do Reino de Deus na vida em comunidade, garantindo que eles não sejam excluídos dos benefícios de viver em família. E como no sistema das árvores que a gente possa se unir para favorecer os “tocos de seres humanos” que Deus nos presenteou pra cuidar. Essas são as minhas palavras pra vocês hoje, em nome de Jesus.

No chão da vida, o tempo voa!

Acabo de chegar em casa depois de viver um final de semana intenso, daqueles que deixam sua cabeça revirada, sabe? Tô meio zonzo, literalmente. Não consegui me reestabelecer ainda. Foram dois dias de um congresso que falou basicamente sobre missão… sobre essa missão que acontece hoje, agora, o tempo todo, focada em quem está lá fora e ainda não conhece o que, pela misericórdia de Deus, nós conhecemos.

Por falar em final de semana, esse foi meu último de férias do trabalho. Parece que ontem eu sai da TV. Hoje faz 28 dias. Quarta eu volto a trabalhar. Vivi dias especiais ao lado da minha família, e tô com medo do impacto que será deixa-las em casa quando voltar à rotina “normal”. Voou!

Quando eu saia do congresso que citei acima, recebi uma mensagem com uma notícia muito triste: um amigo meu, da Nova Semente, o grande Gelceles, faleceu. Ontem estava na igreja. Hoje, morreu. Esse cara viveu uma vida sofrida. A caminhada foi árdua. Lutas e mais lutas. 90% da experiência dele nessa terra foi longe de Deus. Mas há pouco tempo ele O conheceu. E isso mudou a vida do Gel.

No congresso, ouvi coisas que talvez não quisesse ouvir. Refleti sobre uma realidade que talvez eu não quisesse refletir. Afinal, o que eu tenho feito? Tenho vivido o que eu tanto prego? Quais as minhas raz… DESCULPAS, para não fazer o que eu sei que preciso fazer?

Ah, o Gel… Eu já o conheci na igreja, ainda lutando com os problemas que tanto o afligiam. Ficamos mais próximos quando ele passou a frequentar um pequeno grupo que eu liderava junto com minha esposa e outros amigos. Ali, ele se abriu, se entregou de verdade. Conheceu uma família que o amava. Conheceu o amor de Deus. Se esbaldou nesse amor. Pode experimentar milagres incríveis, dois deles, a sua própria conversão e a decisão pelo batismo. Ultimamente, as batalhas continuavam e acho que iriam perdurar. Me conforta o fato de saber que Deus talvez o tenha livrado de sofrer novos baques por aqui, afinal, o mais importante o Gel conseguiu: conheceu verdadeiramente a Cristo.

Depois de chorar e levar algumas porradas na cara durante o congresso, ao final, teve uma consagração. Foi uma sequência de testemunhos, orações e palavras de afirmação, uns sobre os outros. Deus, mais uma vez, agiu poderosamente. Faltava pouquíssimo tempo para eu ir embora, quando um menina se aproximou de mim. Eu não lembro o nome dela. Apenas sei que ela estava chorando quando disse: “Lucas, eu só queria agradecer… o podcast Metanoia tem sido muito importante pra mim e tem mudado minha vida. Não parem. Continuem firme”. Eu a abracei e chorei. “Louvado seja Deus”, eu disse a ela.

Chorando, fui pro carro e li a mensagem sobre o Gel.

Repensei sobre tudo que ouvira no final de semana. Repensei sobre a mensagem de Cristo e Sua missão. Repensei sobre o meu hoje, o meu agora. Repensei sobre minha vida. Repensei tudo! Entrei em crise. Quando cheguei em casa, chorei mais um pouco. Depois do banho, desabei. Sai do quarto para não acordar minha filha e vim escrever.

Sabe, o Gel só conheceu mais de Cristo porque um dia eu e outras pessoas resolvemos matar nosso eu para viver aquele pequeno grupo. Agradeço, inclusive, ao Rodrigo Maciel que forçou a barra e me fez liderar esse PG, mesmo, à época, a contragosto. Deus usou tudo que vivemos para salvar esse cara! Você entende o que estou falando? Uma decisão! Ir! Fazer! Hoje! Agora! Mas, pensando assim, quantas pessoas estão morrendo nesse exato momento sem o privilégio que o Gel teve porquê eu estou parado? Deus seja louvado pela vida do Gel, mas Deus tenha misericórdia desse que vos escreve.

Às vezes, me pego dizendo: já, já, eu volto a fazer o que fazia, a viver o que vivia, a ser quem eu era. Mas o chamado de Cristo é para irmos agora! Ele disse: “Eu vos envio…” Estamos enviados. Ponto. Diferentemente do meu trabalho, onde ainda estou de férias, no Reino de Deus, não há descanso, nem folga. É 24 por 7. E sabe por quê? Porque o o relógio tá girando e pessoas estão morrendo. Quando estamos em prontidão, elas não morrem sem O conhecer. Mas, quando dormimos no ponto, filhos se perdem por causa do nosso egoísmo. E não adianta dizer, “amanhã eu farei”. Tá mais que provado que o amanhã pode nem chegar. Afinal, no chão da vida, o tempo voa.

Conhecimento: conceito ou experiência?

“O ápice do conhecimento não é conceitual mas experiencial: eu SINTO Deus” Jacques Maritain.

Quem me dera se a minha interpretação sobre a Bíblia e sua “aplicação” na vida simplesmente sumissem! De repente se meus achismos fossem substituídos pela sincera diligência à Bíblia, e se TODOS fizessem o mesmo, buscando e meditando na PURA PALAVRA DE DEUS, livres de seus dogmas e backgrounds, de repente só de repente…

Bastam essas linhas para que fique clara minha tagarelice, bem como, a incomensurável diferença entre a palavra de Deus e todas as palavras humanas, e a certeza de que homem algum pode, com todas as suas palavras, explicar uma palavra sequer de Deus. Quem sabe se houvesse uma desconversão em massa, até que existisse, novamente, um e apenas um único cristão que contemplasse a Bíblia em completo silêncio, então pudéssemos voltar a Bíblia e abandonar nossos achismos, frutos de nossas frustrações. Vão para a própria Bíblia. Em silêncio. Até entenderem qual é a boa e reta vontade de Deus para sua vida. Não permitam que as minhas experiências, exposições e as de outros estudiosos sejam mais do que uma ferramenta que apenas indique, tal qual uma placa indica o caminho, mas não o avalia, não o define, não julga e nem cria juízo de valor.

Então, poderíamos de forma eficaz ser capazes de entender, compreender, experimentar e habitar a simples e pura palavra de Deus e seu amor infinito. Se eu estou indignado? Não. Preocupado? Não. Pois no final das contas, Deus sempre prevalecerá. Apenas senti a necessidade urgente de “parafrasear” essa carta tão “recente”, enviada por um filho de Deus, que sentiu os portões dos céus se abrirem e o próprio Deus descer quando entendeu a Graça em Romanos 1:17.

Obrigado Lutero! Obrigado por nos avisar desde seu sermão naquele natal de 1522 da importância de calar-se perante Deus e ouvir sua voz. Obrigado, também, Pr. Paulo Brabo por elucidar uma necessária desconversão em massa, até que sobre apenas um último cristão (música do Kivitz) capaz de calar-se diante do entendimento do amor de Deus.

Você ainda tem alguma dúvida sobre os ruídos que criamos sobre Deus? Então me responda:
– Você realmente acha que Deus se importa com você? Nos seus mínimos detalhes?
– Você sente Ele presente na sua vida, como um amigo, auxiliando em companheirismo?
– Você realmente acredita que Deus seja amor em TODAS as situações?
– Você tem medo de algo? Qualquer coisa?

“No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.” – João 4:18 

E agora que entendeu porquê você ainda continua a ORAR SEM CESSAR? Desentendeu?

No próximo texto explico melhor!
Até discípulo.

😉

(texto de Gabriel Zambianco)

Na rede social da beleza, hipocrisia é mato

Ahhh… 2017 chegou! Que ano passamos, não? Em 2016, todo dia foi um “7 a 1” diferente. Passamos por momentos em que foi só tiro, porrada e bomba, culminando em separações que abalaram “nossas convicções” – Tio Bonner e Tia Fafa! Não estávamos preparados. Quem diria, não?

Já cansados, sofremos com a tragédia. Uma cidade inteira sofreu a perda de tanta juventude, tudo pela ganância do coração humano. Se há um culpado, pouco importa, não diminuirá de 71 para 70. #ForçaChape

E agora, o que mais podemos pensar? Brad Pitt largou Angelina Jolie. Não!!! Para aí que está tudo errado. Ele é bonito, ela é bonita, são ricos e famosos, rodaram o mundo, adotaram crianças, têm carros, casas, seguidores. Para! Faltou o que ali? Acho que finalmente entendi o porquê BELEZA NÃO PÕE MESA. “Beleza” de vida não faltava ali, mas como já dizia o bom Salomão:

“Sabe o que acontece quando a ganância toma o controle: quanto mais você tem, menos você é”. (Pv. 1-19)

Esse ano foi marcado, também, pela expansão das redes sociais Instagram, Snapchat, WhatsApp, Facebook, Live no Face… São inúmeras as ferramentas que transformaram o mundo em um minúsculo clique com o botão esquerdo e trouxeram à tona a grama do vizinho, aquela maldita grama verde dele! Incrivelmente voltamos à estaca zero. A ditadura da beleza foi substituída pela escravidão da aparência! Perdemos um dia atrás do click perfeito e nos colocamos em situações constrangedoras para agradar… os outros! Definitivamente perdemos o valor e colocamos preço em tudo. Estamos pagando caro!

“Milagre é raro onde hipocrisia é mato”, já dizia o grande poeta Vitor Kivitz.

Finalmente nos rendemos à ideia do capitalismo, que nos escraviza pela ganância da felicidade. Nesse cenário capital, buscamos a vida que está lá no pote de ouro do fim do arco-íris, achando que a segunda experiência nos trará felicidade em dobro, enquanto passamos pelo tempo com medo da falta de tempo, perdendo a vida correndo atrás do tempo. Que lógica medonha! Por isso, mais uma vez, cito o jovem poeta, Vitor Kivitz:

“é rir pra não chorar, êta mundo bom de acabar! Mas se ainda existe ar, resta motivos pra respirar. Quem concede a graça de recomeçar? Na vida que foi dada e você nem pediu?”

Pra sair dessa situação, a humanidade não tem outra saída que não seja a ajuda de Cristo. É preciso crer e apegar-se no amor inesgotável de Cristo, onde você pode esgotar suas expectativas e carências, e partir do amor livre para amar, finalmente entendendo o que está escrito em João 8:32:

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Busque sua experiência real com Deus!

Finalizo, refletindo na frase do Paulo Brabo:

“O ensino de Jesus só permanece novo porque nunca foi tentado”.

E agora, obedecendo a primeira bem-aventurança, talvez possamos nos colocar de joelhos na frente de Deus e, assumindo nossa pobreza de espírito e incapacidade, consigamos entender que o Reino de Deus é daquele que dá ao próximo o amor que queria pra ele. Só assim a “Ganância da Felicidade” talvez se transforme na “Bênção do Amor”.

*TEXTO ESCRITO POR GABRIEL ZAMBIANCO

Master Chef, Alepo e a visão apocalíptica

Você pode ler o título e se perguntar: “Em que os três temas se conectam, e como eles possuem alguma relação entre si?” Não sei você, mas estou ficando cada dia mais cansado do que ouço e vejo, das loucuras que são cometidas pelo homem em prol de uma tradição ou em defesa de um ideal. Vejo, com perplexidade, os ataques feitos a uma coletividade que sofre calada há anos. Como podemos chegar a esse nível de tamanha indiferença, sem fazer nada? Incrível, não é mesmo?

Ainda achamos que não há machismo em pleno século 21. Engana-se aquele que acha que o mal da humanidade está todo lá em Alepo, na Síria. Não, não, ele está aqui, diariamente na opressão masculina sobre as mulheres. Quem não viu a repercussão que teve a final do Master Chef? A moça que tinha a “capacidade limitada ao cabo da vassoura” se mostrou excepcional, e não só venceu, mas ofertou a vitória a Deus!

Felizmente, aqui ainda trata-se de machismo e da ignorância do homem, bem mais fácil de resolver do que o genocídio em Alepo.

*Um parênteses! Estou com dúvida quanto a essa facilidade que citei de aprender a ser mais consciente com a mulher. Enquanto pensava nesse texto, surgiu agora um vídeo em que o marido de uma DELEGADA DA MULHER bate em uma guarda, que foi proteger a esposa que já estava apanhando dele! É, acho que a calamidade nos atingiu em cheio!

Voltando… Lá em Alepo, nós já estamos em outro nível de calamidade. Vemos a miséria do coração humano, aquele mesmo que busca, incessantemente, a evolução, ou diria, a vaidade e o orgulho! Evolução essa que, tratando ou não de ser cristão, está longe de caminhar para o melhor de seus dias. Fico pasmo comigo por não largar tudo o que estou fazendo para ir agora ajudar aquelas pessoas. Vi um vídeo muito forte, no qual diversos seres humanos clamam por ajuda, seja uma ajuda da ONU ou de qualquer outro órgão ou pessoa.

Nessas horas podemos pensar onde está Deus… (…) (…) (…)

Eu te respondo, facilmente: Ele está no mesmo lugar, mas Ele está resolvido e você?

Sabe, o problema do mundo não são os problemas. Os problemas, pasmem, são a solução pra mim e pra você. Os problemas existem pra que eu e você cuidemos e sejamos bênção pra outras pessoas. Problemas não existem pra que, simplesmente, Ele resolva.

Então, e aí?

E aí que te pergunto: qual a importância da conduta moral cristã e do conhecimento profético sobre o desdobramento do fim dos tempos, se ele não estiver sendo útil para os problemas alheios? Creio que a visão apocalíptica do tempo do fim, ou ainda o conhecimento de Deus e até mesmo a busca por alinhar sua vida e ser semelhante a Cristo, não possuem maior utilidade do que o sal no saleiro, se não for pra ser bênção ao próximo.

Uma vez ouvi que bênção é pra ser e não pra ter. Você está sendo bênção com seu Deus ou está guardando Ele? Para refletir.

TEXTO ESCRITO POR GABRIEL ZAMBIANCO – MAIS UM FILHO DE DEUS QUE PASSA A CONTRIBUIR COM O BLOG METANOIA.

De que vale a vida…

*Se você começou a ler esse texto simplesmente pelo fato de querer algo bonitinho, que te emocione, ou que faça você viver cinco minutos de êxtase, então, te convido a mudar de site, pois será perda de tempo.

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Bom, se você ainda está aqui é porque está disposto a ler algo que vem do fundo do coração. Saiba, essas palavras mexeram comigo na última noite, então, o que transcrevo aqui é uma reflexão profunda de uma consciência incômoda, que me fez parar e refletir por um bom tempo. Portanto, pare para focar e mergulhar nesse oceano junto comigo. Precisamos caminhar lado a lado nesse roteiro…

De que vale a vida… se não for para amar? AH, NÃO, LUCAS! VOCÊ FEZ ESSA INTRODUÇÃO TODA PARA REPETIR UM CLICHÊ? Opa, tenha calma comigo! A pergunta é séria: de que vale a vida se não for para amar? Amar de verdade. Amar como manda Cristo. A-M-A-R.

Vamos dar um passo atrás. O que é amar para você? Pra mim, amar é serviço, entrega total, dedicação, disponibilidade, prioridade. Por essa definição que faço, amar não é simplesmente curtir a vida ao lado daqueles que mais gosto, muito menos dizer que não guardo rancor de ninguém, que consigo conviver com inimigos e tal. Amar vai muito além, e é muito mais sério!

 

OS INIMIGOS
Vivemos refletindo sobre o texto do Sermão do Monte, no qual Cristo nos orienta a amar nossos inimigos e orar pelos que nos perseguem. Quando lemos Mateus 5, percebemos nossa incapacidade de amar verdadeiramente. Compreendemos que trata-se de uma orientação bastante complexa. Aí, gastamos um tempo absurdo na tentativa de conseguir colocar isso em prática. São horas e mais horas lendo, orando e rachando a cabeça em busca de uma resposta para o dilema desse amor. Mas não percebemos que o problema está bem antes disso…

Quando o Mestre ensinou essa postura, eu creio que Ele queria – além do ensinamento literal, nos mostrar o quão importante, complexo e profundo é o tal do amor. Era um tapa na cara para mostrar que sequer amamos nossos amigos! Na verdade, quando medimos a quantidade de amor que estamos dispostos a dar a esse ou àquele, perdemos completamente a capacidade de amar. Amor não tem medida. Amor é amor. Amor é entrega e ponto! Jesus queria que entendêssemos que precisamos aprender a amar de verdade a todos, amigos e inimigos.

Com a licença de uma reflexão livre, eu escreveria o texto de Mateus assim: “Então, disse Jesus: vocês focam o coração apenas para os amigos, e querem que seus inimigos se prejudiquem. Esqueçam isso! Olhem pro seu inimigo e pra quem vos persegue, da mesma forma que olham para seu amigo. Parem de perder tempo medindo quanto amor vão dar pra cada um. Amem todo o mundo! Ah, mas primeiro aprendam a amar! Enquanto medir o amor, não estará amando. Comece tranquilo. Já que quer separar uns dos outros, então ame de verdade aqueles que você diz serem seus amigos. Quem sabe assim vocês entendam do que estou falando.”

 

O AMOR AOS AMIGOS
Será que eu amo os meus amigos? Os que são mais próximos a mim? Celebrar com amigos e familiares é lindo. É delicioso. É satisfatório. A relação é tão boa, que normalmente prometemos fazer tudo por eles. Colocamos essa disposição, no entanto, sempre numa condicional futura: se precisar, se necessário for, eu faço tudo. Mas e o agora? O hoje? Você tem feito tudo que é possível e preciso? Busca o pão na padaria sem reclamar? Desce pra pegar a pizza sem resmungar? Quando alguém te liga e pede algo que desviará seu caminho em 5 quilômetros, você diz que sim, sem pestanejar?

Daria para fazer uma lista extensa de pedidos simples que, normalmente, titubeamos ao ser acionados para cumprir. Amor é servir sem limites. Amor é fazer o que ninguém faria. Amor é amar. Sua mãe e seu pai precisam de você? Corre! Seus amigos te chamaram para fazer algo? Que se danem as 8 horas de sono! Uma pessoa precisa da sua atenção? Esquece o jogo de futebol ou o episódio inédito da sua série favorita!

Ei, isso não é brincadeira. Vamos lá: quanto tempo a mais você tem aqui na terra? Quais os planos de Deus para sua existência nesse planeta, antes de, finalmente, O encontrar no céu? Você não sabe essas respostas. Por isso, não viva como se pudesse amar amanhã. Não faça dos seus dias um eterno “semana que vem a gente se vê”, ou um constante “hoje não dá, amanhã entro cedo no trabalho”. Para! Pelo amor dAquele que é a razão por estarmos aqui. Para!

Em nossa missão de reconciliar o mundo com Deus, precisamos amar. E quando amamos, servimos e nos dedicamos ao outro. Sentimos a dor do outro. Às vezes, inclusive, sentimos a dor antes do outro sentir. Quando amamos, colocamos pessoas a frente de processos. O tempo está passando. Pare de se preocupar com modos e formas, com ego e status, com conquistas e bem estar. Para! A vida não vale de nada se não for pra amar 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Nunca é tarde para orar para Deus e dizer: “Pai, que a partir de agora, minha vida seja em função dos outros. Por favor, me oriente a fazer as coisas à sua maneira. Indique os caminhos e as posturas. Mude o meu eu, Pai. Me ajude. Estou disposto a mudar e servir os outros, para que o Senhor seja revelado em cada respirar. Afinal, Deus, de que vale a vida se não for para amar? Amém”.