Uma poesia sobre a Graça

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DEUS CRIA O HOMEM
A SUA IMAGEM E SEMELHANÇA
ELE INSERE O PRÓPRIO CARÁTER
SEM NENHUMA MUDANÇA

E DESSA MANEIRA É NO JARDIM
PAI E FILHO SE RELACIONAM ASSIM
MÃOS DADAS. OLHO NO OLHO. A RELAÇÃO É DESSE JEITO
DEUS E O HOMEM, VIVENDO NO AMBIENTE PERFEITO

NA VIRAÇÃO DO DIA, MAIS UM CONTATO, MAIS UM ABRAÇO
E O ENCONTRO DIÁRIO SÓ FORTALECE O LAÇO

CRIADO. SONHADO. PLANEJADO
AINDA ASSIM, O HOMEM ESCOLHE O CAMINHO ERRADO
UMA DECISÃO
E VEM A SEPARAÇÃO

NUDEZ. DOR. CHORO. PECADO
AGORA ELES JÁ NÃO ESTÃO LADO A LADO
DISTANTE, O HOMEM JÁ NÃO REFLETE O PROJETO INICIAL
CRIADO PARA O BEM, ESTÁ MERGULHADO NO MAL

SE O SALÁRIO DO PECADO É A MORTE
ESTARIA O HOMEM ENTREGUE À PRÓPRIA SORTE?
DESDE A ETERNIDADE O PLANO ESTÁ FIRMADO
DEUS JAMAIS ABANDONA, ENTÃO CRISTO É ENVIADO

O VERBO SE FAZ CARNE E HABITA ENTRE NÓS
ESSA É A PROVA QUE NUNCA ESTARÍAMOS A SÓS
O MESTRE VEM CHEIO DE GRAÇA E VERDADE
E O ÚNICO OBJETIVO É RECONCILIAR DEUS E A HUMANIDADE

ALGUÉM PRECISA MORRER
SÓ COM SANGUE HÁ REMISSÃO
O HOMEM TEM DE SER
MAS É CRISTO QUEM LEVANTA A MÃO!

O REI. A MAJESTADE. O CRIADOR
DO ALTO DA GLÓRIA
ESCOLHE SER A ESCÓRIA
E SE PÕE NO PAPEL DE SUPORTAR TODA A DOR

NO CALVÁRIO, HUMILHADO, ELE VAI PARA A CRUZ
DE BRAÇOS ABERTOS, ESTÁ ALI MEU JESUS
O SANGUE DERRAMA. ESTÁ CONSUMADO
PERDÃO GARANTIDO, COM DEUS O HOMEM É RECONCILIADO!

QUANDO ELE VAI, VEM O CONSOLADOR
ELE PREENCHE. AUXILIA. REVELA. E DÁ PODER
DO PECADO, ELE VEM PRA CONVENCER
É ELE QUEM SUSSURRA NO OUVIDO QUE “DEUS É AMOR”

ESPÍRITO SANTO SEMPRE EM MOVIMENTO
TESTIFICA QUE O HOMEM É FILHO DE DEUS
VEM PRA SALVAR OS QUE DE ANTEMÃO ERAM SEUS
DÁ O QUERER E O EFETUAR, PRO HOMEM ELE É O ALENTO

PELO CONSOLADOR CONVENCIDO
O HOMEM CONFESSA, AJOELHA E PEDE PERDÃO
CRISTO SORRI
E APENAS ESTENDE A MÃO

O MESTRE LEMBRA QUE POR VOCÊ ELE MORREU
O MESTRE LEMBRA QUE AGORA É O MEDIADOR
O MESTRE LEMBRA QUE SUPORTOU TODA A DOR
O MESTRE LEMBRA QUE SERÁ O SEU NOVO EU!

NO SANTUÁRIO CELESTIAL
O PRÍNCIPE DA PAZ SOLICITA O PERDÃO DE TODO PECADO
DIANTE DE DEUS
ELE GARANTE QUE OS ERROS SERÃO APAGADOS

NA HORA DO JULGAMENTO, DEUS OLHA PRO PECADOR
MAS ELE SÓ VÊ A CRUZ, A CRUZ REPLETA DE AMOR
ELE ATÉ TENTA VER A GENTE
MAS AGORA, SÓ ENXERGA CRISTO À SUA FRENTE

SÓ PELA CRUZ ISSO É POSSÍVEL
SEM O SANGUE DE CRISTO O PECADOR É PERECÍVEL
NÃO HÁ NADA QUE O HOMEM POSSA FAZER
SE NÃO FOSSE A CRUZ, O DESTINO SERIA MORRER

MAS EXISTE A CRUZ
E EXISTE JESUS
EM CRISTO, O HOMEM É NOVA CRIATURA
CONTRA O PECADO ESTÁ GARANTIDA A ARMADURA

SOIS SALVOS POR MEIO DA FÉ
COM A JUSTIÇA IMPUTADA POR CRISTO, O HOMEM PERMANECE EM PÉ

JUSTOS E JUSTIFICADOS
PELA ENTREGA, E PELO SANGUE DERRAMADO
AGORA, JÁ NÃO HÁ NADA QUE O HOMEM FAÇA
POR JESUS, NESSA HISTÓRIA, SOMOS SALVOS PELA GRAÇA!

27 anos de gratidão

27 ANOS DE GRATIDÃO

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18 DE SETEMBRO DE 1989.
Uma hora da tarde. Nós nos preparamos para ir ao hospital Notre Dame, na região do Pari, onde, em poucas horas, iremos conhecer nosso filho, Lucas. São os últimos detalhes. Não temos pressa, está tudo tranquilo. Há, sim, um pouco de ansiedade, afinal esperávamos muito por esse momento. Pegamos a bolsa com as roupinhas e saímos de casa.

O hospital, recém-reformado, é lindo! Tudo novo, tudo limpo. Em nosso peito, uma alegria que transborda. Encontramos o obstetra que fará o parto. Pai para um lado. Mãe para outro, rumo à sala do parto. A hora se aproxima. O cheiro por aqui é diferente de tudo que imaginávamos sentir. Em lugar do cheiro da esterilização, um perfume doce toma conta do centro cirúrgico. Nos avisam que no prédio em frente ao hospital funciona a fábrica da Tostines. Que fragrância deliciosa! Isso ajuda no clima de paz que vivemos agora. Quando o relógio se aproxima das nove horas da noite, ele chega. Enfim, seguramos nosso filho. [Raul e Suzana Wilches]

18 DE SETEMBRO DE 2016.
Uma hora da tarde. Toca o interfone do apartamento onde vivo com minha esposa, Adriana. O porteiro avisa que meus pais, Raul e Suzana, chegaram. Minutos depois, ouço a campainha. Abro a porta. 27 anos depois da tarde em que eles se preparavam para me receber, estou eu, agora, os recebendo. Um sorriso aparece no rosto de todos. Nos abraçamos e nos beijamos. Celebramos a data que marca mais um ano de vida deste que vos escreve. O cheiro agora é do almoço que minha esposa prepara para a tarde de hoje. Comemos. Rimos. Comemoramos. Eles vão embora. Que dia feliz! [Lucas Wilches]

Descrevi dois dias-chave da minha história. Mas o importante mesmo é o que está entre eles. O período oculto no texto carrega o significado do título escolhido para essa redação. Se estou onde estou é porque Deus já tinha um propósito definido para minha vida, desde a eternidade. Quão grato sou por isso! Ao longo dos anos, eu poderia escolher muita coisa para reclamar, afinal, uma das certezas da vida é que “no mundo tereis aflições…”. Mas, se tem algo que eu percebo ser essencial para que eu possa comemorar os 27 anos de vida, esse algo é a gratidão.

De que adianta ter uma vida longa se não for para ser grato por tudo que Deus já nos deu? Fácil é reclamar como o mundo reclama. Fácil é olhar e apontar as desgraças que acontecem ao nosso redor. Tranquilo é se manter pessimista e deixar com que a vontade de criticar fale mais alto. Difícil mesmo é ser oposto a isso. Complicado é agir na contramão do mundo. Como podemos celebrar a tribulação e ser, inclusive, grato por ela? A Bíblia explica o resultado desse nível de gratidão. “Alegre-se com a tribulação, pois a tribulação produz experiência; e a experiência produz perseverança; e a perseverança produz esperança; e a esperança não desaponta”. Resumindo: a gratidão, em meio a tempos ruins, nos leva à esperança. Que caminho glorioso!

A nossa esperança é Cristo. E Ele já prometeu que a vitória está garantida. Junto das promessas, o Mestre também pediu que nos mantivéssemos firmes para, com a morte do eu, espelharmos o caráter dEle. Um caráter grato. Um espírito alegre. Uma vida plena.

Aos 27 anos, eu ainda estou aprendendo a olhar apenas o lado bom das coisas. Sabe aquele papo de tirar lição de tudo e aprender mesmo quando a realidade é obscura? Então… é bem por aí. Se Deus é o tapeceiro da vida e ainda está costurando os detalhes da nossa existência, por que não olhar apenas o “lado certo” do tapete que está sendo confeccionado? (Ouça a música de João Alexandre; atente-se à letra).

“Se você olha do avesso, nem imagina o desfecho. No fim das contas, tudo se explica. Tudo se encaixa. Tudo coopera pro meu bem. Quando se vê pelo lado certo, logo se muda a expressão do rosto. Obra de arte pra honra e glória do tapeceiro”. Já houve um início. Já há um fim garantido. Ainda assim, há necessidade de reclamarmos do caminho? Eu creio, profundamente, que não. Devemos ser gratos por termos sido escolhidos pelo “tapeceiro”, por estarmos onde estamos. Precisamos exercer o ímpeto de agradecer por tudo que Ele fez, faz e ainda fará. Hoje, eu comemoro 27 anos de gratidão. E você?