PREÇO DO DISCIPULADO

Desde que fui “picado” pelo “bichinho da graça”, me encontrei numa caminhada de discipulado, parafraseando meu amigo Lucas Wilches, onde cada passo dado para frente torna-se um metro de estrada que desaparece atrás, impossibilitando a volta ao patamar anterior. Conhecer quem Deus é, quem Cristo é e naturalmente quem eu sou em Cristo, tem me surpreendido. Tenho encontrado características em mim que são encontradas n’Aquele que me criou e me adotou em Sua família. Por vezes, isso tem sido tão espetacular que não posso conter as lágrimas ao pensar no privilégio que nós, discípulos de Cristo, desfrutamos ao participar de quem Ele é na história da humanidade.

Poderia parar por aqui, pensando apenas nas vantagens de participar de quem Ele é no mundo. Entretanto, isso é impossível, porque, de fato, o que Deus é em essência é amor. E o amor é a expressão ininterrupta de morte para o eu, para que o outro tenha vida. Como isso poderia carregar vantagens, naquilo que o mundo que vivemos entende como “vantagens”, se o benefício próprio é deixado de lado por uma livre escolha? É sobre isso que quero conversar com você que está lendo essa reflexão hoje.

Costumo dizer que sou administrador de empresas de formação, empreendedor de profissão e pastor de vocação (risos). Naturalmente, pensar os aspectos espirituais de forma mais “administrativa”, se é que você leitor me permite chamá-la assim, me ajuda muito no processo de compreensão da forma como as questões espirituais se comportam.

Quero compartilhar com você um breve exemplo. A área de vendas – ou dependendo do tamanho da empresa, a área custos, é o departamento onde os preços dos produtos são calculados. É claro que as áreas de marketing e economia também possuem grande participação na formulação dos preços de acordo com fatores de oferta e demanda, micro e macroeconômicos, valor de percepção do cliente, etc. Entretanto, quero me ater à formulação básica do preço de um produto para começar a compartilhar as reflexões que faço quanto ao “Preço do Discipulado”. Qual o preço que pagamos quando começamos essa caminhada de aprendiz da vida de Cristo?

Podemos dizer que o preço básico de um produto é calculado com base no que chamamos de valor agregado, ou seja, o acumulo de tudo aquilo que é necessário para que o produto esteja pronto para cumprir sua função. Por exemplo: um “Iphone 6” tem pelo menos 30 componentes entre peças e softwares. Para compor o preço do aparelho, a Apple precisou somar quanto custa cada componente, individualmente, adicionar impostos, serviços de logística e distribuição, além do lucro desejado pelos seus acionistas para compor o preço final. Pense como isso pode ser complexo! Imagine compor o preço de um carro que tem pelo menos 2000 peças, além de muitos serviços agregados.

Queria compartilhar com você, leitor do “Portal Metanoia”, uma série de reflexões sobre o “Preço do Discipulado” amparada a essa lógica. Quanto custa a vida de alguém inocente? Quanto custa a vida de um filho? Difícil de calcular, não é? Talvez não tenha como definir isso. Agora, pense quanto custa a vida de um Deus. Ou do filho de Deus. Alguém que, com o poder da sua voz, fez existir tudo aquilo que a humanidade conheceu até hoje. Desde o macro, como galáxias e astros, até o micro, como nanopartículas e átomos. O preço que Deus escolheu pagar para que nós pudéssemos ter vida eterna e nunca mais temer a morte foi esse. A morte do seu ÚNICO filho (João 3:16). Não uma morte qualquer, mas uma morte repleta de humilhação e ódio indevidos. Uma morte de cruz.

Amparado no preço que o Mestre pagou, vamos analisar, em uma série de posts aqui no blog, o preço incomparavelmente inferior que pagamos ao viver a vida de Cristo em vez da nossa. Vem com a gente? Então, leia o próximo post e conheça o primeiro item na composição do “Preço do Discipulado”.

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Rodrigo Maciel

É um dos idealizadores e palestrantes do Portal Metanoia. Administrador de Empresas de formação, empreendedor de profissão e pastor leigo por vocação, é também plantador de igrejas missionais na cidade de São Paulo.

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