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Converse

Conversar é o melhor remédio para um mundo tão caótico. Então, converse. Na conversa há cura. Na relação estão as lições. Sente. Ouça. Fale. Mas fale menos para ouvir mais. E quando falar mais, o faça com sabedoria. Mas faça. Converse. Trocar ideias é a forma mais efetiva de aprender e crescer. Cresça. Converse. No isolamento e no distanciamento moram as principais doenças de qualquer civilização. Esqueça a tecnologia. Sente frente a frente. Sinta a presença de alguém. Qualquer pessoa. Veja as expressões. Entenda as reações. Converse. Na conversa estão as mais preciosas joias do aprendizado. Ouça sem pré conceitos. Seja vulnerável. Deixe que seu eu seja contrariado. Mude de opinião. Tenha convicção do que pensa, mas viva com a leveza de quem pode conhecer algo novo.

Surpreenda-se. Converse.

No trabalho, não vá apenas trabalhar. Vá fazer amigos. Aquele papo de que trabalho é apenas trabalho é a maior besteira de todas. Não entre e saia sem conversar com pelo menos uma pessoa. Conversa de verdade. Conversa franca. Qualquer assunto. Converse. Faça o mesmo na academia, no restaurante, na igreja, no posto de combustível, no elevador, no café.

Na conversa há vida, vida abundante.

Levante de onde você está. Deixe o celular de lado. Olhe para os lados. Procure alguém. Converse. Sobre política, economia, videogame, futebol, religião, Deus. Converse. Deixa fluir o que está dentro de você. Deixe Deus falar. Sim, Ele é quem quer falar. Não cale a voz do Mestre. Converse. Na conversa há Deus.

Converse com Ele, e deixe Ele conversar por meio de você.

Por Lucas Wilches

#somostodosviciados

Nego é viciado em pornografia. Viciado em internet. Em comida. Nego é viciado em doce. Viciado em sexo. Em falar mal do próximo. Nego é viciado no trabalho. Viciado em si mesmo. Em religião (!). Nego é viciado em dormir. Viciado em subir na carreira. Em refrigerante. Nego é viciado em série. Viciado em celular. Em dinheiro.

Nego só não é viciado em Deus.

Aí, como nego não é viciado em Deus, nego olha o vício do outro, vício visível, vício conhecido, e desce o pau! Nego acusa nego que viciado em droga, viciado em bebida. Nego fala mesmo. Nego, quando não quer falar mal diretamente, aproveita para fazer reflexões do tipo: “que Deus tenha misericórdia”; “mas o ser humano está perdido mesmo”; “isso é coisa de mundo caído”; “essa coisa de droga é fogo”; “que nego dê a volta por cima”. Nego aproveita a situação do outro pra ganhar likes e cliques. Nego é esperto. Nego fuzila sem dó. Nego passa a mão na cabeça, como se tivesse o direito de o fazer.

Nego só esquece que toda a lista feita lá em cima é tão entorpecente quanto o objeto de acusação/reflexão. Nego acha que tem de reprovar e exortar. Nego é ligeiro. Nego não olha pra si, nego não assume seus erros, nego acha que não tem vício. Triste ilusão. Nego não tira a trave do próprio olho, mas enxerga um cisco a quilômetros de distância. Nego é aproveitador. Nego é maldoso. Nego é ruim mesmo, e esqueceu de olhar para o único que nos faz iguais e justos.

No português claro, com a boca cheia (me desculpe se isso te ofender), mas tenho que falar:

Nego é f.. Deixa pra lá, afinal esse nego também sou eu!

Precisamos falar de Cristo e da eternidade

“Justiça bloqueia R$800 milhões da conta de Joesley Batista”
“Marina Ruy Barbosa usa brincos de mais de R$ 57 mil em evento”
“Paolla diz que lutou 5 horas por dia para chegar ao corpão”

Essas são três manchetes que acabo de ler na capa de um dos principais sites de notícia do país. Se eu listasse tudo que está na página principal desse site perceberia que tenho disperdiçado boa parte dos meus dias lendo e refletindo sobre verdadeiras besteiras. Mas é comum, fazer o quê. Vivemos entretidos pelo que não tem valor. Rimos de páginas engraçadas nas redes sociais, compartilhamos notícias sobre o prefeito, criticamos o mundo, invejamos os ricos e famosos, mas, como diria Lulu Santos, assim caminha a humanidade (Viu? Essa foi a primeira referência que veio à minha mente!). Com isso, passam os minutos, as horas, os dias e esquecemos do Eterno. Deixamos para a reflexão matinal, para o sábado, para a ação de rua… Durante a rotina diária, afinal, tenho de ficar a par do que acontece no mundo. Oi?

Hoje, meu irmão que mora fora do país me mandou uma mensagem dizendo que quer vir, ainda esse mês, com urgência, ao Brasil, pois nossa mãe disse que nossa vó não está muito bem de saúde. Ele quer vir se despedir, mas não disse isso. Eu fiquei mal. Por quê? Eu deveria ficar? Não se eu estivesse fixado na eternidade, mais precisamente no Cristo da Eternidade. Mas minha cabeça está voltada aos meus negócios, ao meu trabalho, às minhas preocupações… (me deu vontade de soltar um palavrão agora!) Por que deixamos a vida correr assim? Por que as manchetes toscas e bizarras são compartilhadas com tanta tranquilidade, quando Deus sonha com nossa rede social cheia de compartilhamentos que gerem vida? (me deu vontade de soltar OUTRO palavrão agora!) Em breve, se Jesus não voltar antes, minha vó partirá. Acho que eu nunca saberei lidar com despedidas, muito menos quando tratar-se algo tão próximo. Espero que Deus dê ainda muitos anos a ela, com saúde, claro. Ninguém quer ver alguém que ama sofrendo. Mas, pra não correr o risco do remorso, meu irmão virá, e eu vou lá com ele. Ao escrever, já estou sentindo o gosto salgado das lágrimas que derramo, no meu local de trabalho, em meio a 30 jornalistas só de refletir sobre isso. Pra ela será o piscar de olhos mais emocionante… Ela verá Cristo! A saudade ficará, mas e a alegria da vitória dela, em meio ao caos do mundo?

A verdade é que o que me mais tocou mesmo durante essa tarde foi quando eu abri a rede social e, diferente do que tem sido mais comum, li o post de uma menina que, sendo sincero, não conheço, mas a tenho em meu Facebook. O nome dela é Kelly Monteiro. Ela escreveu algo sobre a volta de Jesus, sobre a eternidade sem despedidas, sobre a paz, o fim do que é tosco e bizzaro, a exterminação das “manchetes absurdas”… E ela também falou sobre a presença eterna do nosso irmão mais velho ao nosso lado. A Kelly escreveu que estava com “saudade dele”. E acho que hoje, pela primeira vez, em meio a uma reflexão que eu não percebi que estava fazendo desde o momento em que meu irmão veio falar comigo à tarde, eu senti saudade de Jesus. Senti muita vontade de estar com Ele. É verdade que anseio pelo céu, pelo paraíso, não vou mentir. Mas, repito, pela primeira vez eu senti vontade de abraçar Jesus! (sinto vontade absurda de correr agora e abraça-lo com muito amor, enquanto choro com mais veemência. Daqui a pouco alguém vai me perguntar se estou bem). A Kelly talvez nem saiba o quanto o texto dela mexeu comigo. O meu irmão talvez não saiba. A minha vozinha, o grande exemplo de fé que tenho na família, talvez não saiba. Mas se falássemos mais sobre a eternidade e o sobre o Cristo dela, talvez todos soubessem o que estou sentindo.

O mundo não vai mudar. As coisas não vão melhorar. As manchetes vão ser cada vez piores. As pessoas vão se esquecer cada vez mais do Cristo. Mas eu JURO que jamais esquecerei dEle e do dia de hoje. Não sei exatamente o porquê, mas tomei um baque! “Me perdoe Pai, por tanto tempo em vão”. Que o Cristo da eternidade e tudo que estiver com isso relacionado seja a pauta principal da minha vida. Sempre prego isso, mas talvez agora a ficha tenha caído. Que assim seja, afinal, precisamos reescrever as manchetes da nossa vida. Ora, vem Senhor Jesus. Amém.

Eu sou…

Vivemos dias difíceis, em que as guerras acontecem do nosso lado, entre iguais. A crise assola as relações de trabalho, o estresse afasta a vida familiar, a incerteza do futuro corrói o coração dos jovens, os adolescentes se destroem com práticas de bullying. Enquanto o capitalismo busca nisso tudo a solução para seu inconstante crescimento, as religiões escravizam as pessoas em sua própria ganância de ficarem sem as “bênçãos prósperas” de Deus.

Olhando para o espelho me pergunto: E você como sobrevive a tudo isso? Quem você pensa que é? Quem é Deus para você? Quem eu sou para Deus?  Um sorriso brota no canto da boca pela certeza da mesma resposta para todas as perguntas, EU SOU…

A vida de Cristo é animal, mas pensar em sua reencarnação e os desdobramentos disso me revelam um louco amor.

Cristo não passaria de um deus qualquer se tivesse vindo como um deus, e também não passaria de um rei qualquer se viesse como homem, mas ele veio como SERVO, o próprio criador do UNIVERSO, AMOR em sua totalidade, veio servir, para que, servindo, pudesse ser tudo o que foi, atual e vivo até hoje, REAL.

Somente um Cristo que serviu sofreria as tentações e venceria todas elas, para que sabendo o que é ser tentado pudesse me dizer, “Tá complicado aí, né? Mas fica tranquilo, eu sei como é e já venci pra você, vem comigo que você passa de ano!”, parafraseando João 16, em especial o versículo 33.

Naquele dia, após o próprio Espírito Santo ter conduzido Cristo ao deserto da tentação (Mateus 4), Satanás aproveita um momento de “fraqueza” humana de Cristo, em que ele está com fome e “prepara a cama de gato”. Satanás é ardiloso!

Mas Cristo é simples. Ele vê as coisas na exata perspectiva em que são. Cristo não viu tentação de poder, nem tentação de status, muito menos tentação de riqueza. Desde o primeiro momento Cristo percebeu que Satanás queria tentar a IDENTIDADE do Mestre, “Se tu és o Filho de Deus (…)”.

Desde o Éden a identidade humana é tentada. Lá, para que fossemos iguais ao Pai; hoje, para que sejamos servos de Deus, que cumprem requisitos para serem salvos, enquanto Cristo diz, repetidamente, até para Satanás, “Eu sou Filho, Eu sou Filho, Eu sou Filho de DEUS!”. E essa talvez seja a maior característica do discípulo.

É só isso que Cristo precisava saber, que era filho de Deus, que Deus era seu Pai e para Deus Ele era um filho. Simples.

Simples assim. Eu me olho no espelho e com um sorriso na boca afirmo, “EU SOU FILHO DE DEUS!”. E por ser filho, eu não vivo em busca da salvação, pois já estou salvo. Porque já fui perdoado, me arrependo. Não espero o reino da glória, mas vivo o reino da graça, aqui e agora!

Tenho a certeza de que até na padaria não vou comprar pão, vou cuidar e reconciliar pessoas, como um filho de Deus que quer que seus outros irmãos saibam que o Pai está correndo para lhes abraçar (Lucas 15:20).

Pois somos todos filhos do mesmo Deus que, imediatamente após Adão e Eva pecarem, passeou pelo jardim (Gn 3:8) e, gentilmente, os chamou para fora da escuridão de volta aos seus olhos de amor, e fez para SEUS FILHOS o verdadeiro sacrifício.

Dando o melhor ou o pior? O primeiro ou o último?

Algumas colegas de trabalho se reúnem para conversar durante o expediente. Uma delas trouxe uma sacola de roupas para doar na campanha do agasalho da empresa e mostra as peças às amigas, que ficam alucinadas! Depois de exibir os produtos que vão à doação, e diante do êxtase das outras meninas, a dona começa a dar as melhores peças. “Ah, gente, tem muita coisa boa aqui para doar”, ela diz. “Peguem”, ela convida. As amigas pegam mais. Rindo, a dona termina: “Os pobrinhos vão acabar ficando sem”.

Esse é o pensamento que dirige a vida de muita gente. Se é pra doar, vou doar o que sobra, o que já não uso, o que é pior. O melhor, o bonito, o “usável”, eu dou pra “quem merece”, afinal, “os pobrinhos” podem ficar com qualquer coisa, já que não têm nada. Se isso fosse apenas uma realidade de quando doamos roupas ou pertences em geral, eu nem gastaria meu tempo escrevendo aqui. O problema é que esse mindset nos acompanha em toda vida, inclusive, na parte principal: a missão de Deus.

Quando Deus nos chama para fazer parte de Sua missão na Terra, Ele deseja que dediquemos o que há de melhor, o primeiro, a força mais imponente de nossas vidas. É por isso que acordamos, oramos, refletimos e conversamos com o Eterno, simplesmente porque precisamos colocá-lo à frente de tudo. No decorrer da semana, abrimos nossa agenda e, só quando sobra tempo, fazemos algo que seja diretamente relacionado com o Reino (“diretamente”, porque, na verdade, tudo é missão, mas como ainda fazemos separação entre o que é e o que não é, então é importante deixar claro!). Mas, o certo seria agendar todo o restante das atividades apenas depois de colocar tudo que temos como chamado feito por Cristo.

No fim das contas, vivemos um “ateísmo cristão”. Cremos em Deus, mas por não ser palpável, e por não sentirmos Ele o tempo todo conosco, O deixamos de lado quando encontramos novas prioridades. “Ele quer o melhor? Ele deseja que eu O coloque como primeiro? Mas por quê? Não precisa, vai?! Ele entende que preciso ir trabalhar, me exercitar e descansar, afinal, sou de carne e osso!”. Repetimos inconscientemente essa frase várias vezes ao longo dos nossos dias de vida. O reflexo disso é tenebroso! Nos afastamos do Eterno. Perdemos Ele de vista. Paramos de senti-lo. E aí, na sequência, passamos a entregar só o que sobra, só o que é mais velho, de menor valor. Se não acaba, eu dou a oferta; se tenho força, ajudo alguém; se resta tempo depois de fazer tudo pra mim, penso no próximo… Essa lista poderia ir longe, muito longe, mas vou parar aqui.

Vou, também, encerrar o texto nesse parágrafo. Não quero me estender. Queria apenas jogar essa bomba em direção ao seu coração, depois de tê-la visto explodir aqui no meu. O que tenho dado por Deus? O que tenho entregado? Ele tem sido minha prioridade, como prego por aí, às vezes? Me sinto meio constrangido, e você também pode se sentir assim. Mas sabe o que é bom? Do alto de Sua infinita misericórdia, Deus continua nos olhando, com um sorriso suave, como quem diz: “Filho, sempre é tempo. Comece agora. Estou a postos para virar sua prioridade. Tem muita gente à sua volta que precisa dessa sua decisão. E aí, aceita?”

Começa mais uma semana. Pra que mesmo?

Hoje é domingo… Provavelmente você completou essa frase, cantando aquela velha música “…pede cachimbo”. Pra muitos o domingo é um dia muito feliz, afinal, amanhã será dia de trabalhar. Pra outros, trata-se de um pesadelo, afinal, segunda é dia de trabalhar. São os dois lados de uma mesma moeda. Fato é que não temos escolha: depois do domingo vem a segunda, e começa a semana útil de labuta. Não, eu não esqueci que estou escrevendo na véspera de um feriado, mas isso não importa, pois quero deixar o significado geral da reflexão para as semanas “normais”. Antes de avançar, deixe apenas esclarecer um ponto: não vim falar de trabalho, de satisfação, de felicidade ou de gratidão por ter um emprego. O foco é outro. E nessa abordagem a pergunta do título se faz necessária agora: “pra que começa mais uma semana?”

Não se trata da possibilidade de novas conquistas. A segunda não é o primeiro dia rumo à sua independência financeira. O primeiro dia útil da semana não pode sempre carregar aquelas velhas máximas, “nossa, hoje é segunda”; “estou devagar”; “não consigo produzir”, “que dia triste”, “quanto tempo falta para a sexta?”. Olhe para a segunda como uma nova chance que Deus te dá. Sim, uma nova chance de iniciar uma nova semana para fazer novas coisas e mudar novas vidas. Já que a segunda é o “dia internacional do início de tudo”, por que não usar o dia de amanhã para voltar a colocar sua vida no eixo, no que diz respeito ao único propósito que deveríamos ter? (nota: espero que você saiba que propósito é esse!)

A vida é muito mais do que a rotina de serviço. E posso te dizer uma coisa? É muito mais do que as “missões” que você tem feito com sua comunidade ou sua galera. A vida é, por completa, uma guerra que não cessa. Quando Deus sonhou contigo, ele te deu um papel para que você cumprisse ao longo dos anos que você estivesse na Terra. Inevitavelmente, nós “esquecemos” desse papel de reconciliar as pessoas com Deus, e umas com as outras. Que triste, não? Nós deixamos de lado a posição de sacerdotes do Reino (1 Pedro 2:9 – Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz) e vivemos como coadjuvantes na missão eterna. Ele te deu um papel de protagonista e você prefere ser coadjuvante! Não acha isso um absurdo?

Se a segunda-feira é um fardo pra você, significa que ainda não entendeu que NADA deixa de ser espiritual. E se TUDO é espiritual todo dia é dia de sinalizar o Reino de Deus, de sábado a sábado. Outro dia ouvi uma frase que me levou a nocaute: “se a segunda-feira não for tão santa quanto o sábado, alguma coisa está muito errada na sua vida”. Consegue entender o que está por trás dessa frase? Ela não diminui o valor do sábado, pelo contrário! Ela mostra que o sábado é a base pra tudo. Mas, a segunda deve ser tão santa quanto, quando você está nela como sacerdote do Eterno, seja no trabalho, na sua casa, na academia, no trânsito e em qualquer outro lugar.

A semana útil está começando e diante do chamado de Deus para sua vida há opções a escolher:
a) continuar a viver sua vida medíocre que não muda nada da realidade à sua volta;
b) achar que tudo isso que eu escrevi não passa de uma besteira sem tamanho;
c) refletir sobre seu papel nesse mundo e viver todos os dias para a glória do Eterno;
d) seguir a vida como se não tivesse lido esse texto;
e) ligar o Netflix e assistir a mais um episódio da sua série favorita.

E aí, qual a sua escolha?

Mais uma semana começa. Pra que mesmo?