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Eu sou…

Vivemos dias difíceis, em que as guerras acontecem do nosso lado, entre iguais. A crise assola as relações de trabalho, o estresse afasta a vida familiar, a incerteza do futuro corrói o coração dos jovens, os adolescentes se destroem com práticas de bullying. Enquanto o capitalismo busca nisso tudo a solução para seu inconstante crescimento, as religiões escravizam as pessoas em sua própria ganância de ficarem sem as “bênçãos prósperas” de Deus.

Olhando para o espelho me pergunto: E você como sobrevive a tudo isso? Quem você pensa que é? Quem é Deus para você? Quem eu sou para Deus?  Um sorriso brota no canto da boca pela certeza da mesma resposta para todas as perguntas, EU SOU…

A vida de Cristo é animal, mas pensar em sua reencarnação e os desdobramentos disso me revelam um louco amor.

Cristo não passaria de um deus qualquer se tivesse vindo como um deus, e também não passaria de um rei qualquer se viesse como homem, mas ele veio como SERVO, o próprio criador do UNIVERSO, AMOR em sua totalidade, veio servir, para que, servindo, pudesse ser tudo o que foi, atual e vivo até hoje, REAL.

Somente um Cristo que serviu sofreria as tentações e venceria todas elas, para que sabendo o que é ser tentado pudesse me dizer, “Tá complicado aí, né? Mas fica tranquilo, eu sei como é e já venci pra você, vem comigo que você passa de ano!”, parafraseando João 16, em especial o versículo 33.

Naquele dia, após o próprio Espírito Santo ter conduzido Cristo ao deserto da tentação (Mateus 4), Satanás aproveita um momento de “fraqueza” humana de Cristo, em que ele está com fome e “prepara a cama de gato”. Satanás é ardiloso!

Mas Cristo é simples. Ele vê as coisas na exata perspectiva em que são. Cristo não viu tentação de poder, nem tentação de status, muito menos tentação de riqueza. Desde o primeiro momento Cristo percebeu que Satanás queria tentar a IDENTIDADE do Mestre, “Se tu és o Filho de Deus (…)”.

Desde o Éden a identidade humana é tentada. Lá, para que fossemos iguais ao Pai; hoje, para que sejamos servos de Deus, que cumprem requisitos para serem salvos, enquanto Cristo diz, repetidamente, até para Satanás, “Eu sou Filho, Eu sou Filho, Eu sou Filho de DEUS!”. E essa talvez seja a maior característica do discípulo.

É só isso que Cristo precisava saber, que era filho de Deus, que Deus era seu Pai e para Deus Ele era um filho. Simples.

Simples assim. Eu me olho no espelho e com um sorriso na boca afirmo, “EU SOU FILHO DE DEUS!”. E por ser filho, eu não vivo em busca da salvação, pois já estou salvo. Porque já fui perdoado, me arrependo. Não espero o reino da glória, mas vivo o reino da graça, aqui e agora!

Tenho a certeza de que até na padaria não vou comprar pão, vou cuidar e reconciliar pessoas, como um filho de Deus que quer que seus outros irmãos saibam que o Pai está correndo para lhes abraçar (Lucas 15:20).

Pois somos todos filhos do mesmo Deus que, imediatamente após Adão e Eva pecarem, passeou pelo jardim (Gn 3:8) e, gentilmente, os chamou para fora da escuridão de volta aos seus olhos de amor, e fez para SEUS FILHOS o verdadeiro sacrifício.